quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Acompanhante: pai

José Luís Peixoto escreve agora uma crónica na VISÃO. Começou esta semana.

Alguém que escreve assim, fica automaticamente [era aqui o gato] perdoado de qualquer pequena ou grande falta; faz-me sentir indigno de apontar um cabelo fora do lugar.

Dois extractos:

"Assistirmos ao sofrimento do nosso filho é estarmos em carne viva por dentro, é não termos pele, é um incêndio a arder no mundo inteiro, mesmo no mundo inteiro. E cada som do nosso filho a sofrer é silêncio em brasa, é a cabeça cheia de silêncio em brasa, o peito cheio, incandescente, o mundo inteiroem brasa."

(...)

"É então que a mãe e eu sentimos que nascemos em dias específicos,em lugares específicos e avançamos por caminhos, fizemos escolhas,tivemos vocações e segredos apenas para nos encontrarmos neste menino que dorme diante de nós, e que é o rosto da nossa alma."

3 comentários:

Anónimo disse...

Tens a mania que escreves umas coisas. Depois escreves automáticamente, com acento. Vai-te catar!

serrata disse...

Obrigado. Muito obrigado. E desculpe sim?

serrata disse...

Escrever coisas e torná-las públicas, com nome, com cara, com ou sem mania, traz consigo riscos: do erro, até do ridículo. São coisas com as quais um pequeno anónimo nunca terá que se preocupar.