segunda-feira, abril 13, 2009

Leituras

Órix e Crex - o Último Homem Órix e Crex - o Último Homem by Margaret Atwood


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rating: 4 of 5 stars

Que o Homem não é digno de confiança está mais do que visto. Sobre ao que essa falta de competência (aliada a uma inabalável consciência do contrário) pode levar o mundo, Margaret Atwood apresenta neste livro uma hipótese mais do que plausível; aterradoramente mais do que plausível.


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quarta-feira, abril 08, 2009

Leituras

O Arquipélago da Insónia O Arquipélago da Insónia by António Lobo Antunes



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rating: 5 of 5 stars

Inesquecível. O melhor (o que será isso!?!?!) livro que li em toda a minha vida.

Espanta-me que não seja capaz de "contar a história" ainda que pequena fosse; um pequeno episódio; uma coisinha qualquer. Nada; acho que não se pode.

É um "cubo" maciço de vida. Não em fatias ou pedaços mais ou menos lineares mas a vida como ela é: milhares de palavras enredadas, simultâneas; frases paralelas, entrecruzadas (literalmente - chega a colocar frases, parágrafos, no meio de uma palavra, mesmo no meio), ideias que se atropelam constantemente; o que as nossas cabeças são por dentro.

Diz-se que cada cabeça é um universo; Lobo Antunes mostra como.

Não queria nada terminá-lo. Estou meio abalelado ainda.

Nota: começar pela 3ª parte (a última) pode facilitar a leitura. Não me responsabilizo por eventuais "perdas" ou desilusões; é favor usar esta nota com cuidado.


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Leituras

O Labirinto das Azeitonas O Labirinto das Azeitonas de Eduardo Mendoza

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Delirante.


A personagem principal é uma espécie de Dom Quixote do nosso tempo: o discurso artificialmente (e despropositadamente) palavroso, as alucinações.

A trama é de alguma forma vulgar: alguém incumbido de uma tarefa que não pára de meter os pés pelas mãos.

Um livro divertidíssimo que arranca gargalhadas inusitadas, posso garantir. Cuidado onde se lê: num transporte público ou à espera da consulta no dentista, pode ser mesmo embaraçante.

Embora o elevado grau de delírio e até inverosimilhança, não se pense que é um livro "de brincar"; diz coisas muito sérias. A aparência caricatural que o autor imprime às pessoas e às situações, pode levar o leitor a menorizar a obra.

Não é uma obra menor. Mas pode ser lida como tal, sem grande prejuízo: pelo menos, divertimento é garantido.

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