quinta-feira, agosto 25, 2011

Parabéns LINUX!!!!

Há 20 anos .... começava assim uma "aventura":


From: torvalds@klaava.Helsinki.FI (Linus Benedict Torvalds)
Newsgroups: comp.os.minix
Subject: What would you like to see most in minix?
Date: 25 Aug 91 20:57:08 GMT


Hello everybody out there using minix -

I'm doing a (free) operating system (just a hobby, won't be big and
professional like gnu) for 386(486) AT clones. This has been brewing
since april, and is starting to get ready. I'd like any feedback on
things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat
(same physical layout of the file-system (due to practical reasons)
among other things).

I've currently ported bash(1.08) and gcc(1.40), and things seem to work.
This implies that I'll get something practical within a few months, and
I'd like to know what features most people would want. Any suggestions
are welcome, but I won't promise I'll implement them :-)

Linus (torvalds@kruuna.helsinki.fi)

PS. Yes - it's free of any minix code, and it has a multi-threaded fs.
It is NOT protable (uses 386 task switching etc), and it probably never
will support anything other than AT-harddisks, as that's all I have :-(.

domingo, maio 29, 2011

Who am I?

Ultimamente tenho andado mais atento a determinada "zona" do conhecimento moderno que, confesso, desconhecia existir e que se denomina por "personal branding".

Basicamente trata de técnicas, tácticas e estratégias de promoção do que somos, sabemos e fazemos; usa-se bué na construção de CV's, perfis em portais como o LinkedIn, etc, e sem entram em grandes pormenores (porque não os conheço - e lá está, não devia ter dito isto) é uma coisa complicada como o diabo porque se baseia em ficção e, como todos sabemos, Saramagos e Lobo Antunes não há muitos.

A coisa é tão grande e poderosa que há até um negócio à sua volta: consultores prontos a ajudar na criação (digo bem) de uma imagem de sucesso e competência; livros sobre como criar (digo bem outra vez) um CV convincente; palavras que devem e não devem usar-se quando escrevemos uma carta de apresentação; como trajar para uma entrevista, o que fazer às mãos, etc.

..., etc, etc, etc, etc; é mesmo muita coisa.

Como sou um tipo um bocado racional e dado a estatísticas penso o seguinte:

1 - é de crer que uma enorme parte das pessoas que passam com sucesso por processos de recrutamento não sejam despedidas na semana seguinte.

2 - é também de crer que uma boa parte dessas pessoas tenham seguido aqueles preceitos e não tenham tratado do processo de sua própria lavra (o que seria desastroso).
se as pessoas foram contratadas por algo que disseram e que não corresponde, totalmente, à verdade, é de crer que foram mantidas pelo que realmente eram e sabiam, pelo que, as "flores" da promoção se revelam, na realidade, desnecessárias.

... e pergunto:

1 - como é que garantimos que não foram contratadas em detrimento de outrém, talvez mais competente e sério, mas menos "na moda" do personal branding???

quarta-feira, maio 25, 2011

A "máquina" é que manda!


Hoje cruzei-me com o último dos chefes-de-estação a prestar serviço aqui no Castêlo da Maia (há quantos anos!!!)
- Como vai a vida, então essa saúde; está com bom aspecto homem! e as folgas que os maquinismos ganham com a idade parece estarem controladas: - Consulta dos olhos p'ra 27 de Julho no S. João; isto já não melhora; vamos a ver se ao menos não piora.
e ontem fui à estação dos correios com duas cartas, não conheci ninguém mas a senhora que me atendeu era simpática e gostava de falar, embora falasse pouco.

À minha frente um senhor com alguma idade, talvez reformado, com dificuldade em preencher o impresso do registo mais o cartãozinho cor-de-rosa do aviso de recepção, a pedir ajuda e a senhora funcionária que não podia, que muita gente na fila, e lá se foi o homem com cara de terror e os papéis na mão para preencher sabia lá ele como.

Chegou a minha vez ao som do apito de um quadro com letras electrónicas
- Este é correio azul e este é normal. e a senhora simpática, faladora, sem que eu lhe perguntasse o que fosse, que tinha pena mas não podia ajudar as pessoas a preencher os impressos  - Não podemos; sabe que o computador dos tickets é que manda e se não for eu a atender as pessoas é outra colega e … sabe como é!

Eu, que agora sei como é, mas antes não sabia
-Pois claro, pois claro! ainda a pensar no homem a tentar descobrir o que será um remetente e quanto ganhará a senhora por cada cliente (chamamos-nos assim) que atenda.
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O país está em crise e diz-se que é por falta de produtividade; que os portugueses trabalham pouco e que ganham demais para o que produzem.

Talvez seja verdade, ou talvez apenas seja necessário que todos façamos um pouco mais do que nos compete ou pelo qual somos pagos: um pouco de altruísmo, digamos, mas há algo que me confunde.

Sabemos que as estações de caminho-de-ferro já não têm chefes-de-estação, nem agulheiros, nem vendedores de bilhetes; dúvidas? Olhe para os painéis informativos, tente perceber a tabela de preços (e que não apareça o fiscal – que hoje é fiscal no metro mas amanhã estará de plantão à porta de uma fábrica de bolachas ou, com sorte, no terminal de chegadas do aeroporto ou, maravilha das maravilhas, a porta da Women Secret no centro comercial), ou então carregue no botão e espere um pouco para falar por uns buraquinhos de passe-vite com uma voz de menina que ontem esclarecia dúvidas sobre colchões e amanhã atenderá dúvidas sobre tarifários de telemóvel.

Sabemos que as estações de correios já não têm funcionários que ajudem as pessoas a preencher impressos e ouçam 2 minutos de queixas da artrose, mas conseguem explicar com enorme eficiência as ofertas de produtos (chamam-se assim) financeiros da empresa ou de que fala o último livro do Paulo Coelho.

Sabemos que desaparece gente de cada vez maior número de serviços e a que ainda existe é cada vez mais igual a toda a outra gente que ainda existe noutros serviços e que muito bem podia trabalhar nestes.

Se tudo está a ser substituído por máquinas eficientes e profissionais indiferenciados cada vez mais eficientes, pergunto: estamos em crise porquê??