domingo, maio 29, 2011

Who am I?

Ultimamente tenho andado mais atento a determinada "zona" do conhecimento moderno que, confesso, desconhecia existir e que se denomina por "personal branding".

Basicamente trata de técnicas, tácticas e estratégias de promoção do que somos, sabemos e fazemos; usa-se bué na construção de CV's, perfis em portais como o LinkedIn, etc, e sem entram em grandes pormenores (porque não os conheço - e lá está, não devia ter dito isto) é uma coisa complicada como o diabo porque se baseia em ficção e, como todos sabemos, Saramagos e Lobo Antunes não há muitos.

A coisa é tão grande e poderosa que há até um negócio à sua volta: consultores prontos a ajudar na criação (digo bem) de uma imagem de sucesso e competência; livros sobre como criar (digo bem outra vez) um CV convincente; palavras que devem e não devem usar-se quando escrevemos uma carta de apresentação; como trajar para uma entrevista, o que fazer às mãos, etc.

..., etc, etc, etc, etc; é mesmo muita coisa.

Como sou um tipo um bocado racional e dado a estatísticas penso o seguinte:

1 - é de crer que uma enorme parte das pessoas que passam com sucesso por processos de recrutamento não sejam despedidas na semana seguinte.

2 - é também de crer que uma boa parte dessas pessoas tenham seguido aqueles preceitos e não tenham tratado do processo de sua própria lavra (o que seria desastroso).
se as pessoas foram contratadas por algo que disseram e que não corresponde, totalmente, à verdade, é de crer que foram mantidas pelo que realmente eram e sabiam, pelo que, as "flores" da promoção se revelam, na realidade, desnecessárias.

... e pergunto:

1 - como é que garantimos que não foram contratadas em detrimento de outrém, talvez mais competente e sério, mas menos "na moda" do personal branding???

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