terça-feira, fevereiro 13, 2007

O dia seguinte

Na abertura das jornadas parlamentares do PS, esta tarde, Alberto Martins, tratou também de reafirmar os avisos aos partidos da oposição e aos movimentos cívicos: ninguém vai fazer a nova lei pelo partido socialista.

«Não haverá naturalmente aconselhamentos obrigatórios, à revelia do que foi o mandato popular», frisou ainda.

«uma vitória do progresso e da modernidade, uma vitória do grupo parlamentar», considerou ainda o mesmo senhor.

Este era precisamente o meu receio, único degrau que tive que transpor para votar SIM no passado Domingo. O senhor Martins está a um passo de transformar esse degrau em sapo que hei-de engolir.

Não senhor Martins, não foi uma vitória do grupo parlamentar; foi de todas as pessoas, associadas em grupos ou não, que lutaram pelo SIM; foi das mulheres portuguesas em particular e de Portugal em geral.

Não haverá aconselhamento obrigatório? Por acaso até não sei porque não há-de haver.
Mas, "à revelia da vontade popular" ?!?!?!?

Não senhor Martins, o povo que o senhor está a chamar de estúpido, não votou em nenhuma lei, respondeu a uma pergunta simples (como V.Exa. não se terá cansado de referir) e, E, confiou que depois disso, os senhores e a Assembleia iriam fazer o melhor possível.

O senhor prefere tirar dividendos políticos da situação: está bem.

Mas olhe que na minha opinião, aproveitar-se politicamente do resultado de um referendo, ainda por cima deste, para mim só tem um nome: pulhice.

O senhor está a mostrar o que de pior tem a política.

Não faça isso, não humilhe dessa maneira tanta gente de boa fé.

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