terça-feira, junho 14, 2005

minutos depois o horizonte

aos poucos vou sabendo mais:
menos
e menos
e pouco antes de saber tudo:
nada,
ainda então será viver:
última ciência.

por isso,
quando minutos-depois-o-horizonte
de onde se avistam muitos mais barcos vivos
e se vence ou esquece o horror a gaivotas,
não me faltes;
dar medida ao inconcebido
é como cortar a mão que resta
sem auxílio.

depois, sim,
não mais um-dia,
ainda que promessa,
pois que em um-dia o tempo inteiro.

david fernandes

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