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Dos pés à cabeça

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Os incríveis tapetes persas, originais, diz-se serem produzidos com pequenos defeitos propositados, na simetria ou na coloração. Obras de realização humana, é suposto não serem perfeitas; perfeito só Deus. Lembro-me do aparecimento dos computadores na produção artística (sou desse tempo), da música ao cinema, e de pensar que um dia, seria impossível ao olhar do ser humano distinguir um Robert de Niro CGI do homem real de carne e osso. E lembro-me também de pensar, de imaginar, que, nesse tempo futuro (hoje presente), o ser humano teria a obrigação de assinalar, de alguma maneira, a verdade. Na época não conhecia ainda aquela característica dos tapetes persas, pelo que o que me pareceu uma ideia minha genial já alguém, séculos se não milénios antes, a tinha tido e, o que é mais importante, efectivamente realizado. O que aconteceu à verdade nestes 2000 e tantos anos, entre os artesãos persas e os georges lucas da actualidade, na pequena viagem de um tapete até uma conversa com o ChatGPT?...
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AS FOTOGRAFIAS DE LOBO ANTUNES E O TABULEIRO DE RADJABOV Teimour Radjabov é um judeu azeri de 33 anos, jogador profissional de xadrez, grande mestre desde 2001 e ocupa o 10º lugar no ranking mundial da modalidade. Radjabov venceu no início deste ano um importante torneio de partidas rápidas disputado online entre os dias 26 de Dezembro e 3 de Janeiro últimos, o Airthings Masters com prémios a totalizar 200000 dólares, 60000 dos quais reservados para o vencedor. Neste torneio participaram 12 dos principais jogadores da actualidade incluindo Magnus Carlsen, o n.1 mundial, e outros 6 da lista dos 10 melhores do mundo. Foi uma importante vitória. Os jogos foram transmitidos em tempo real e puderam ser acompanhados “ao vivo” com comentários em directo. Radjabov impressiona pela sua calma (real ou apenas aparente como acabou por confessar) e não raras vezes fecha os olhos enquanto calcula um posição mais exigente. Todos os jogadores de xadrez a partir de um determinado nível, desde logo todo...

“Não existem monstros e a natureza é uma só" (1)

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Enquanto preparo o pregado que colocarei no forno daqui a pouco penso, como sempre acontece enquanto preparo pregados para colocar no forno - ou na grelha, em Darwin e interrogo-me se aquele olho terá atravessado o crânio pelo interior ou pelo exterior ou se sempre terá estado ali para me fazer questionar a normalidade da simetria. Hoje fui procurar aquela citação que sabia ter lido (o forno adquire ainda a temperatura ideal, nada a temer) e ocorre-me directamente dela a ideia do homem parasita e destruidor do planeta, inimigo da natureza, propalada por uma certa eco-ideologia do fim do mundo, como se o homem de hoje, que se supõe pior do que o de outrora muito mais frugal, ligado à terra e invejável, não tivesse sido resultado directo e inelutável da natureza ela própria. Não sendo assim, isto é, acreditando-se que o homem terá conseguido adquirir características que lhe permitem contrariar os instintos naturais monstruosos de que a doce mãe natureza o terá, perversamente...

Linguagem não verbal

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5 sinais de que a empresa não está numa situação famosa: gramíneas a chegar à base das janelas; uma letra fundida no reclamo luminoso; número de telefone parcialmente imperceptível nas carrinhas; trinco eléctrico avariado há meses na porta da agência bancária; estores interiores a fazer diagonal na janela.

Escolhas e reinvenções

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"Nunca tinha compreendido que a possibilidade de nos concebermos a nós próprios como uma coisa una e ordenada, como um eu humano, depende da existência de uma probabilidade de futuro. O próprio sentido do eu assenta no facto de ele poder existir no dia seguinte também." (A morte de um apicultor, Lars Gustafsson). O personagem que diz isto, gravemente doente, vive momentos de extrema dor física, que descreve como uma "dor de incandescência branca", e reflecte sobre como essa dor "não é mais do que a exacta medida das forças que mantêm este corpo inteiro", que permitiu a sua existência, para concluir que "a morte e a vida são na verdade coisas INAUDITAS". Sou levado a pensar que talvez o apreço pela existência (e não digo vida) seja inversamente proporcional ao número de escolhas possíveis, tal como este personagem que na pouca "liberdade" que ainda possui procura, não tanto uns segundos de "alívio", mas a probabilidade d...

A insuficiência do significado

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Vivemos dias muito sensíveis (tudo é uma nervura) e se aparentemente falta como colocar o ombro ou dar a mão (talvez por isso) sobra onde por a letra. Mas as palavras também se gastam e, sem medida, um dia dizer porco não bastará, como há muito não basta amo-te. Se a insuficiência do significado pode invocar um gesto, não tenhamos por garantido que quem não sabe usar a força das palavras saiba medir a força do braço. As palavras não são pedras e no dia da total insignificância, quem podendo não tenha sabido usá-las já não poderá lamentar a sua falta ou justificar a fraca herança. As palavras certas, facilmente malbaratadas, são uma frágil e indefesa garantia de paz.

Parabéns LINUX!!!!

Há 20 anos .... começava assim uma "aventura": From: torvalds@klaava.Helsinki.FI (Linus Benedict Torvalds) Newsgroups: comp.os.minix Subject: What would you like to see most in minix? Date: 25 Aug 91 20:57:08 GMT Hello everybody out there using minix - I'm doing a (free) operating system (just a hobby, won't be big and professional like gnu) for 386(486) AT clones. This has been brewing since april, and is starting to get ready. I'd like any feedback on things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat (same physical layout of the file-system (due to practical reasons) among other things). I've currently ported bash(1.08) and gcc(1.40), and things seem to work. This implies that I'll get something practical within a few months, and I'd like to know what features most people would want. Any suggestions are welcome, but I won't promise I'll implement them :-) Linus (torvalds@kruuna.helsinki.fi) PS. Yes -...

Who am I?

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Ultimamente tenho andado mais atento a determinada "zona" do conhecimento moderno que, confesso, desconhecia existir e que se denomina por "personal branding". Basicamente trata de técnicas, tácticas e estratégias de promoção do que somos, sabemos e fazemos; usa-se bué na construção de CV's, perfis em portais como o LinkedIn, etc, e sem entram em grandes pormenores (porque não os conheço - e lá está, não devia ter dito isto) é uma coisa complicada como o diabo porque se baseia em ficção e, como todos sabemos, Saramagos e Lobo Antunes não há muitos. A coisa é tão grande e poderosa que há até um negócio à sua volta: consultores prontos a ajudar na criação (digo bem) de uma imagem de sucesso e competência; livros sobre como criar (digo bem outra vez) um CV convincente; palavras que devem e não devem usar-se quando escrevemos uma carta de apresentação; como trajar para uma entrevista, o que fazer às mãos, etc. ..., etc, etc, etc, etc; é mesmo muita coisa. Co...

A "máquina" é que manda!

Hoje cruzei-me com o último dos chefes-de-estação a prestar serviço aqui no Castêlo da Maia (há quantos anos!!!) - Como vai a vida, então essa saúde; está com bom aspecto homem! e as folgas que os maquinismos ganham com a idade parece estarem controladas: - Consulta dos olhos p'ra 27 de Julho no S. João; isto já não melhora; vamos a ver se ao menos não piora. e ontem fui à estação dos correios com duas cartas, não conheci ninguém mas a senhora que me atendeu era simpática e gostava de falar, embora falasse pouco. À minha frente um senhor com alguma idade, talvez reformado, com dificuldade em preencher o impresso do registo mais o cartãozinho cor-de-rosa do aviso de recepção, a pedir ajuda e a senhora funcionária que não podia, que muita gente na fila, e lá se foi o homem com cara de terror e os papéis na mão para preencher sabia lá ele como. Chegou a minha vez ao som do apito de um quadro com letras electrónicas - Este é correio azul e este é normal . e a senhora simpáti...

Muita saúde e paixão nestes últimos 9 dias de 2010 e em todo o 2011, pelo menos.

?!?!?! ... já disse ali no "assunto". Beijos, abraços, cumprimentos em separado ou numa das 4 formas diferentes em que se podem combinar. PS: se "olharmos" à ordem, são 12. David Fernandes

paradox.sou

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Acaba de nascer um livro maravilhoso de Suzana Guimaraens ; fazem favor de o procurar, sim? Podem começar por aqui  e depois, ou antes, aqui  e depois no papel para ter pertinho. Vá! Clube Literário do Porto , Poetria ; não pode ser difícil.

A questão ...

aqui

Lentamente

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Contra o stress multiplicador de posts irrelevantes da generalidade dos blogs, um com frequência ... mensal. Para saborear lentamente: ART now...!

Dúvida existencial!!!

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Alguém me ajude a perceber o que se passa com o nosso Primeiro Ministro (*) : está a precisar de óculos; nunca viu José Luis Peixoto nem sequer uma sua fotografia; não sabe quem é José Luis Peixoto. (*) http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1485257

França: as culpas do colonizador

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"França: as culpas do colonizador Muito antes da destruição provocada pelo sismo de 12 de Janeiro, o Haiti já era uma zona economicamente inviável, fragilizada por uma dívida com séculos de existência para com o seu antigo senhor colonial a França. Para os geólogos, a falha está entre as placas tectónicas da América do Norte e das Caraíbas. Para alguns, o terramoto é um sinal da ira de Deus. Vozes mais avisadas apontam para a série de déspotas que andam a saquear o país há anos. Mas, para muitos haitianos, a falha situa-se há 200 anos, directamente na França colonialista. (...)" Ler mais (http://macua.blogs.com/moambique_para_todos)

Dave Eggers' wish: Once Upon a School | Video on TED.com

Dave Eggers' wish: Once Upon a School Video on TED.com

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Por outro lado A ruína é grande e a planície como antes das estradas; tudo escombros e falta de vento. A derrocada é total a aparentar um genial princípio, primordial génio; o mar recua a acrescentar terra salgada, novos animais em final debate e cascos de navios sem uso. A remir velhos escritos, como um pressentimento permanente, o dia seria ímpar sem os espaços de janelas abertas,                 [desprevenidas, perfeitamente intactos. David Fernandes

A loucura!!!!!

51 horas e 32 minutos sem cigarros.

Leituras - O Chão que Ela Pisa by Salman Rushdie

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O Chão que Ela Pisa by Salman Rushdie My rating: 5 of 5 stars Quinhentas e tal páginas de letrinha miúda onde não há uma frase mal medida, uma palavra desnecessária. Muito cansativo, confesso. Numa breve "Nota biobibliográfica", Eduardo Prado Coelho, organizador da colecção que inclui este livro, diz: "Entre Oriente e Ocidente, da cosmopolita Bombaim dos anos 50, à vibrante Londres de cultura pop dos anos 60, até à vibrante Nova Iorque dos anos 90, O Chão que ela pisa (...) é um fresco da segunda metade do século XX e, simultaneamente, uma viagem pela permanência do mito nas sociedades contemporâneas". Exactamente; ressalto a ideia do "mito". O casal protagonista deste romance "épico" são duas estrelas da maior banda de rock do mundo: Ormus Cama e Vina Apsara. A criação, a inspiração, o comércio; a distância entre o artista e os seus seguidores; a loucura: tantos mundos. Inesquecível. View all my reviews >>

Lá vivemos o nosso "diazinho da democracia"

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Lá fomos nós exercer o nosso dever cívico e político, direito humano de alimentar o mito de que contamos para alguma coisa. No final de um dia de furacão: de gente e de papelada, chegam os resultados e as declarações generalizadas de vitória. O PS, o único partido a perder representação (só perde 20% dos votantes e deputados que teve em 2005 - um dos dedos de uma mão) é o grande vencedor do dia: "Uma vitória extraordinária", considera o seu líder. É só o princípio de mais 4 anos de pantomima.