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João César das Neves (economista e professor universitário na Católica) opina hoje no Destak sobre ... SEXO! O título da coluna de opinião é “Sexo à esquerda” e JCN discorre sobre uma notícia de um discurso que o primeiro ministro fez em Leiria no passado dia 13. Diz JCN que, nessa notícia, há uma passagem muito reveladora e transcreve: “Para aqueles que acusam o PS de não ter políticas de esquerda, Sócrates deu o exemplo de três leis: a Lei da Paridade, a Lei da Procriação Medicamente Assistida e a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez” . “Esta declaração é insolita”, afirma JCN e justifica: “O elemento mais surpreendente é que os três diplomas que, na sua (do primeiro ministro) opinião, manifestam a especificidade política do Executivo nada têm a ver com os reais problemas do país. Estamos a passar por um período difícil, com exigentes desafios e decisões a enfrentar. Mas os ministros expressam a sua orientação ideológica só em pontos menores, todos relacionados com o sexo . O...
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Morreu Kurt Vonnegut . Nunca tinha ouvido falar nele, e agora estou com vontade de saber coisas. O seu último livro “A Man Without a Country” de 2005 (" Um homem sem pátria ", Tinta da China, 2006) termina com o seguinte poema. Requiem When the last living thing has died on account of us, how poetical it would be if Earth could say, in a voice floating up perhaps from the floor of the Grand Canyon, “It is done.” People did not like it here. Tenho mesmo muita vontade de conhecer melhor o senhor.
A autoridade em Portugal está pelas ruas da amargura arrastada pela amargura das ruas por onde se passeia uma comunicação social cada vez mais sensacionalista. O mais recente "caso" Jornal Público vs. Sporting é mais um exemplo elucidativo e preocupante. E a minha preocupação reside no facto de ser o Jornal Público; se fosse o 24 Horas, de facto, não estaria tão preocupado. Um por um, acabam os orgãos de comunicação social em que podiamos confiar. As repercusões da decisão do STJ, convenientemente amplificadas pelo jornal (o próprio), foram de tal ordem que pudemos ouvir as mais violentas reacções vindas de pessoas que eu tinha por inteligentes e bem formadas. Acontece que sempre me pareceu que os juizes do STJ (tal como todos os outros) não seriam os idiotas que me estavam a fazer crer as tais pessoas, mas de facto, tudo apontava para que fossem. Falei do assunto com um amigo, juiz, que me fez o favor de elucidar sobre alguns pormenores relacionados com o caso. Segue o email...
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A amizade é ... Pode ler-se aqui um post sobre a importância de ter amigos. O autor do post dá eco a um estudo publicado na revista Veja e reproduz algumas, não sei se todas as, conclusões. São elas: a - Durante a adolescência, passamos mais de 30 por cento do nosso tempo com amigos. Na vida adulta, menos de 10 por cento. b - Ao longo da vida, acumulamos cerca de 400 amigos. Mas mantemos contacto com menos de 10 por cento deles. c - Temos uma ligação directa, em média, com pelo menos 30 pessoas. Destas, só seis são consideradas amigos próximos. d - Quem tem um melhor amigo no escritório é sete vezes mais criativo no trabalho. e - Quem tem um sólido círculo de amigos é 70 por cento mais feliz no casamento. f - A tensão arterial das pessoas mais solitárias é três vezes mais alta do que a das que vivem acompanhadas. g - Acima dos 65 anos, há três vezes mais mortes entre os solitários do que entre os que convivem regularmente com amigos, parentes ou cônjuges. Eu não tenho nada contra estat...
Mudanças! Que as coisas mudem; que os promotores queiram mudar o patrono ; eu até nem sei se isso é uma coisa assim muito má. O que me espanta é que os promotores (Casino Estoril), com a mudança, não se apercebam de que, ao contrário do que suspeito ser a sua intenção, estão a desrespeitar, não o Fernando Namora (se é que tal coisa é possível) mas, a própria Agustina (graças, graças ainda viva) e que se saberá patrona a prazo de um prémio literário. É ridículo, pois é.
A Floribela terminou hoje. Andaram meses a encher couriços: não havia meio de o príncipe e a criadita realizarem o seu amor. Eis que quando finalmente, depois de todos os avanços e recuos, o casalito se decide, o dito príncipe morre num acidente. Nada contra uma Cinderela com final heterodoxo; afinal era o final do suplício. Pensava eu. Como o enchimento de chouriços já começava a raiar o absurdo (até as minhas filhas de 8 e 10 se começavam a fartar daquilo) mas o negócio valia apena, a produção resolveu fazer o príncipe "voltar" do céu e encarnar no corpo do coitado que, assim não quis o destino, deveria ter morrido na sua vez. Está pois assim garantido o enchimento de mais chouriços durante largos meses na tão esperada, e adivinhada, sequela. Eu é que não caio noutra: SIC, proibição total e absoluta; vão chamar estúpido a outro, apre!!!!
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"Não há passos divergentes para quem se quer encontrar." Jorge Palma
NÃO PASSARÁ!!! A OPA da SONAE sobre a PT morreu antes de se saber se o mercado estava interessado no negócio. O estado manteve-se neutro: o seu representante ausentou-se da sala na altura da votação. A desblindagem dos estatutos, condição necessária, foi chumbada com, entre outros, os votos da Caixa Geral de Depósitos. Parece que os acionistas que votaram contra estão contentes com os resultados da empresa. Estão também contentes com as promessas do Dr. Granadeiro de distribuir 6000 milhões de euros pelos accionistas até 2009 ou coisa que o valha. Segundo andou a pregar o queixoso Dr. Granadeiro, a empresa está "parada" há quase um ano. Ainda assim, os resultados foram bons e até dá para distribuir 6000 milhões de euros. NOTAS: - 6000 é basicamente metade dos 11800 que a SONAE estava disposta a desembolsar pela totalidade do capital. Realmente assim ... é negócio: recebem 6000 e mantêm as acções. - o estado manteve-se neutro já que a CGD é, como se sabe, uma empresa marroquin...
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Afirmación, Manuel Clemente Ochoa UMA AFIRMAÇÃO ?A que temperatura lá fora acontece isso dessa lista; ?Onde estava aquilo que a cresceu agora mais tarde; ?Que é de mim embora pouco importe então como aqui. Significado não é atributo das coisas eu sei mas ?não é viver acumular a quem perguntar mais do que tempo? David Fernandes
O dia seguinte Na abertura das jornadas parlamentares do PS, esta tarde, Alberto Martins, tratou também de reafirmar os avisos aos partidos da oposição e aos movimentos cívicos : ninguém vai fazer a nova lei pelo partido socialista. «Não haverá naturalmente aconselhamentos obrigatórios, à revelia do que foi o mandato popular », frisou ainda. «uma vitória do progresso e da modernidade, uma vitória do grupo parlamentar », considerou ainda o mesmo senhor. Este era precisamente o meu receio, único degrau que tive que transpor para votar SIM no passado Domingo. O senhor Martins está a um passo de transformar esse degrau em sapo que hei-de engolir. Não senhor Martins, não foi uma vitória do grupo parlamentar; foi de todas as pessoas, associadas em grupos ou não, que lutaram pelo SIM; foi das mulheres portuguesas em particular e de Portugal em geral. Não haverá aconselhamento obrigatório? Por acaso até não sei porque não há-de haver. Mas, " à revelia da vontade popular " ?!?!?!? Não...
Da amizade Os “voos da CIA” ainda são notícia. Desde sempre me pareceu razoável e até plausível que tal coisa tenha de facto acontecido. Afinal, os EUA são um estado amigo de Portugal e não me espanta que tais cumplicidades se estabeleçam entre “amigos”. A insistência na questão advém de lutas políticas caseiras (especialmente de tipo fratricida) mais do que outra coisa qualquer; a “ilegalidade” é apenas máscara. Atrocidades muito mais graves são diáriamente cometidas contra inocentes (não alegadamente inocentes) e ninguém lhes passa cartão. Adiante. Ora, se é plausízel que aquelas cumplicidades acontecem, a minha dúvida é a seguinte e de fácil resposta: Quem é mais amigo de Portugal: eu ou os EUA? Correrei riscos ao, por exemplo, criticar abertamente o Senhor Bush? Estarei a salvo daquele tipo de amizade entre estados? Poderei contar com Portugal? Não adianta ter medo se só posso contar comigo e com os meus, que como eu são menos amigos de Portugal do que os EUA.
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Conjectura número tal A verdade é que, de tudo o que não tem utilidade, talvez apenas de ti me seja difícil prescindir; ainda que saiba perfeitamente que te bastas, ou assim me parece e desejo. E esse facto preocupa-me; digo, ter contacto apenas com o que utilitário, me permite viver com conforto. Se a felicidade existe é coisa de grande inutilidade e desconforto; já uma conjectura ainda terá algum uso ... e explicação.
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Sim, porque não, ou ... não, porque sim. No canhoto já o haviam dito, eu concordo e verifica-se: a campanha do SIM é uma lástima. Veja-se este cartaz. Mas, mas: sim?!?!? Ahh! Não. Isto é: NÃO à abstenção para manter o aborto clandestino ... e para isso deve votar-se SIM. ... clarinho como água. Ou ainda mais claro: Não se abster é ir votar, certo?? Independentemente do "lado". Ou não? ... pffiiiiiiu que assim a coisa tá preta. Eu cá não percebo puto de marketing e/ou publicidade mas parece-me, no mínimo, hilariante. Mas a "coisa" tá armada à partida, digo, na própria formulação da pergunta sobre a qual vamos votar; basicamente o que nos vão perguntar é: "Acha que não é crime interromper a gravidez .....?" Como é que se deve responder? Não, acho que não é. Sim, acho que não é. Confesso; estou baralhado. Assertivo (Lat. assertivu ), adj . Que encerra acerto; afirmativo.
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Eu, tu, ele, nós, vós, eles Li há pouco dois argumentos de um defensor do NÃO que ainda não conhecia (os argumentos, que o adepto continuo a não conhecer). São eles: “Coloquemo-nos na pele do outro; coloquemo-nos na pele do embrião que já sente e tentemos imaginar o que será sermos cortados em pedaços a sangue frio ou envenenados. E não é um embrião qualquer, é o nosso futuro filho.” “Acho que se trata verdadeiramente de um crime horrendo (matar o próprio projecto de filho!)e não compreendo como é possivel que se faça.” Ora não “compreende como é possível que se faça” mas, ao usar isso como argumento, mostra que crê que compreende tudo o que há para compreender. Aqui está o cerne de uma questão infelizmente presente neste como em todos os referendos e eleições: o EU quando o que faz falta é pensar o NÓS, principalmente no que isso tem de não-EU. Apetece devolver o conselho: “coloquemo-nos na pele do outro”; não do embrião que isso parece ser muito difícil; é bem mais fácil: “coloque-s...
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ESPIRAL quantos como eu um agente secreto muito incompetente - espião ao contrário de um país que é e nada.
"Quem muda seus males estuda" Mudei o aspecto da coisa e os comentários foram-se. Não eram muitos mas eram bons e queridos. Enfim. Eram tantos que, não só mas também por isso, me lembro de cada um deles. Obrigado.
Pelo SIM à despenalização da IVG ou pelo SIM ao aborto, resumindo: pelo SIM, seja lá por que motivo for. O referendo à despenalização da IVG está a dar que falar e está a custar-me perceber porquê; sinceramente. Não é óbvio que não se pode julgar uma mulher que recorre à IVG? Não é óbvio que um dentista sem habilitações é um criminoso? Não é óbvio que despenalizar pode significar tudo menos combater a clandestinidade? Não é óbvio que o recurso a “clínicas” de vão-de-escada não tem nada a ver com penas, tão pouco com dinheiro? Não é óbvio que despenalizar não significa incentivar? Não é óbvio que os números apresentados por gregos e troianos não têm a mais pequena hipótese de confirmação? Não é óbvio que uma IVG não poderá estar sujeita a lista de espera? Não é óbvio que há problemas de saúde pública de resolução muito mais urgente? Não é óbvio que uma gravidez é evitável e até (já) interrompível? Não é óbvio que o assunto diz respeito à mulher como ao homem? Não é óbvio que as questões...
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Ando a ler este livro com um atraso de dois anos e suspeito que não vou conseguir acabá-lo. Não porque seja difícil, ou terrível, ou triste, ou alegre, ou isto, ou aquilo; apenas porque não quero deixá-lo. Estou no bom caminho: ainda não comecei o segundo capítulo, página 27. Mas já acabei o primeiro, várias vezes. Não sei descrever o que me parece este livro. Deixo apenas uns recortes do pouco que já li, várias vezes: o primeiro capítulo. se estivemos juntos, foi pelo funeral da minha avó. acabado que estava o dia voltávamos para cada casa sozinhos e separados novamente, impedidos de julgar asneiras por coisas certas os dois ao mesmo tempo. haveria de ser à vez, cada um na sua vez, a decidir pelas asneiras. o que facilitava a vida dos adultos. fechei os olhos no caminho, mão dada à minha mãe a puxar por mim aos esticões. e o manuel estava à porta da sua casa, comprometido, a silenciar algo. pela primeira vez vi-o como um estranho, outra pessoa, não outra pessoa que não ele, mas simple...
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"Duas pessoas ficaram feridas, uma delas um adolescente de 13 anos, esta terça-feira à noite, em Israel, quando militantes palestinos dispararam um rockete que caiu na cidade israelita de Sdérot, na Faixa de Gaza. Uma das crianças está em estado crítico." "Governo israelita promete resposta." Segundo a Wikipedia , os primeiros indícios da Lei de talião foram encontrados no Código de Hamurabi , em 1730 a.C., no reino da Babilônia . Essa lei permite evitar que as pessoas façam justiça elas mesmas, introduzindo, assim, um início de ordem na sociedade com relação ao tratamento de crimes e delitos . Por outro lado, ainda segundo a mesma fonte, está também no Direito hebraico (Êxodo, cap. 21, vers. 23/5): o criminoso é punido taliter, ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado a outrem . Dar a outra face é coisa mais recente e não se trata disso. É de comum senso que violência gera violência. Mas, como todos os lugares comuns, perdeu sentido e valor porque a sua ...