segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Imperdível
Mesas redondas sobre, por exemplo:
- Our Life in Poetry: New Poets/New Poetics
- Weather and Imagination
- Our Life in Poetry: Emily Dickinson
- Transformations: How Fairy Tales Cast Their Spell
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Descubra as diferenças
Enquanto Portugal se mostra ao mundo com futebóis, AllGarves e WestCoasts, Espanha faz assim (deve ser do conservadorismo patriótico, retrógrado e monárquico).
Merda; estou um bocadinho triste
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Phonix!!!!
Só aquela capacidade de associação me fez saltar disto para um Paul Simon (que não chupo nem à lei da bala) nas suas "50 maneiras de deixares o teu amor".
Ponto em comum, lei mais forte que a da bala: um improvável Steve Gadd, senhor que, diz-se, criou o disco beat
... e não é como as cerejas, é mais como o Vinho do Porto.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Antes de nós

A rotação do pulso no virar do tempo
para uma aferição aproximada
do longe
antes do metódico aconchego dos óculos
a aclarar a voz;
o passo diferente
sobre a sombra pastel
ao abrigo da aresta
entre o passeio e a soleira:
cimento e mármore,
linha real
de uma mudança de estado
depois imaginado.
David Augusto Fernandes
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Apontamentos desconexos
Há contudo outras que pela inconstância, paixão, impulso, fazem das suas vidas (voluntária ou involuntáriamente) histórias impossíveis de contar com razoabilidade. Mas têm momentos de puro brilho explosivo: 2 minutos apenas que nunca mais se esquecem.

Diz-se que são livros difíceis; diz-se muito isso. Talvez como livros de poesia, digo eu.
“A ordem natural das coisas” de António Lobo Antunes (Dom Quixote, 1992) é como uma daquelas pessoas; é como uma filigrana tridimensional, um cubo de bilros; maciço mas como diria quem o visse impresso em papel transparente.
Ao pé dele, um “Todo-o-mundo” de Phillip Roth, autor de quem Lobo Antunes é confesso admirador, é uma brincadeira.
No entanto ...
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Os Lusíadas em números

Os substantivos mais utilizados n'Os Lusíadas são:
- gente (220)
- terra (216)
- rei (194)
- mar (187)
- mundo (103)
- céu (81)
- reino (77)
- Que (779)
- E (439)
- A (347)
- De (334)
- O (292)
- Mas (221)
- Por (181)
- Com (177)
- Os (155)
- Não (149)
Gente, é o substantivo mais frequentemente usado como início de verso. Há 9 versos começados com Gente.
Camões utiliza um vocabulário de 8786 palavras sendo que a obra é composta por um total de 52917 palavras.
A palavra não aparece 556 vezes enquanto a palavra sim não aparece nenhuma.
Quem quiser saber mais coisas, pergunte.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
Louise Gluck sobre George Oppen
Adenda: Parece que não dá. "Prontos", quem quiser pode vê-lo aqui, por enquanto.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
terça-feira, dezembro 04, 2007
Do forno, quentinho, quentinho

Descrição na Amazom:
terça-feira, novembro 27, 2007
Ideias para o pai natal

Seguem-se os primeiros parágrafos destes dois romances de José Rogrigues dos Santos que “roubei” (os extractos) no Jumbo; negritos e sublinhados meus.
|
“O homem dos óculos escuros riscou o fósforo e colou a chama violácea à ponta do cigarro. Aspirou forte e uma nuvem acinzentada ergueu-se do rosto, devagar, fantasmagórica. |
Confesso, não li os livros, não os tenho, mas prometo lê-los se alguém mos oferecer; está aí o Natal e aí estão duas boas ideias.
Repito: não li os livros mas aqueles poucos parágrafos bastam. Da sua leitura surgem uma dúvida e uma certeza.
A dúvida: como é possível vender centenas de milhar de livros que começam de forma tão ... lamentável.
A certeza: qual a melhor maneira de escrever livros volumosos.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Matrix

Perguntava-lhe o entrevistador:
- Alguma vez a Inteligência Artificial poderá ser tão totalizante como nessa fábula cinematográfica? (sobre o filme Matrix)
Resposta do físico:
- Não. Eu tenho mais medo da estupidez natural do que da inteligência artificial.
terça-feira, outubro 30, 2007
Ordem de trabalhos
e em silêncio
falemos de como há tempo
na intermitência da luz
e de como os pássaros vingam
nem sempre
falemos de ontem
da vibração dos edifícios
e de como as cores se concentram
em volta
falemos de grandezas absolutas
tomemos horas
e aviemo-nos de caminho
David Augusto Fernandes
terça-feira, outubro 02, 2007
Travian: romanos, gauleses e teutões
e é um jogo.O objectivo é criar, desenvolver e expandir uma aldeia. Saquear uma aldeia vizinha é apenas umas das formas de aumentar os stocks de cereais, madeira, ferro e barro. Criar ou juntar-se a uma aliança com outras aldeias é também possível.
À primeira vista é um jogo complicadíssimo. Nada mais errado: a forma gradual como as "coisas" nos vão aparecendo como que nos ajuda a ir percebendo o funcionamento do jogo sem stress.
Para jogar basta um browser e, claro, acesso à internet.
Não custa um centavo, não exige praticamente atenção e é muito divertido.
Uma aldeia

As redondezas
Relatório de um ataque
Interessado?? Clique aqui (se se registar a partir deste link eu ganho alguma coisita para a minha própria aldeia; preferindo o link directo sem benesses para moi méme, clique aqui)
Registe-se e experimente. Vá seguindo as dicas que o próprio sistema lhe vai fornecendo e, tendo tempo, procure informação ... no google por exemplo; "é aos milhares".
Divirta-se.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Porque compro alguns livros

"Quero deixar memórias dos dias que não foram, lembrança do tempo roubado e do torvelinho de emoções que agitou aqueles dias sem sol nem noite. Não quero falar da dor, só o necessário. A dor continua aí, encolhida, como um animal adormecido que às vezes acorda. Mas o sofrimento tem algo de impúdico quando se torna público. Ninguém quer enfrentar o horror, a ninguém agrada recordá-lo. Essa é sempre a vantagem do verdugo: as suas obras são tão horríveis que rapidamente caem no esquecimento."
José Manuel Fajardo
quinta-feira, setembro 27, 2007
Isto sim, é um espectáculo

Nem era preciso, toda a gente sabe: as prestações do crédito à habitação cresceram 20% nos últimos dois anos. Se pensarmos em quanto cresceram os salários .... pois é.
Por isso, políticos, jornalistas da especialidade e demais mentirosos, peguem nas vossas continhas sobre a inflação e o poder de compra e metam-nas num sítio que eu cá sei.
Imagem de uma cratera, acredito que, no planeta Marte.
Isto não é espectáculo

A jornalista da SIC Notícias que entrevistou Santana Lopes justificou que a interrupção da entrevista se baseou em critérios editoriais. «Não houve intenção de desrespeitá-lo, tratou-se de uma decisão editorial», afirmou Ana Lourenço à Agência Lusa, sublinhando que a SIC Notícias «é uma estação que trabalha 24 horas» e que a chegada do ex-treinador do Chelsea ao aeroporto de Lisboa era «um assunto da actualidade que fazia parte do alinhamento».
Lá que a chegada de José Mourinho era “um assunto da actualidade” não há dúvida, tanto que aconteceu!!! Agora, que fazia parte do alinhamento!?!?!?. Uau. Porquê?
Algumas hipóteses:
1) Precisar a hora exacta da chegada?
2) Perguntar-lhe de onde vinha e/ou para onde ia?
3) Como tinha decorrido a viagem?
4) Verificar se viajava sozinho ou se, pelo contrário, era acompanhado pela mulher e/ou os filhos?
5) Perguntar-lhe pela 1000ª vez para que clube iria trabalhar?
Mas ainda que houvesse qualquer coisa de interessante a ver ou a perguntar-lhe tinha que ser transmitido em directo?
Pois parece-me que não; e se não, a decisão editorial foi errada. Acontece aos melhores.
A decisão editorial acertada (fala um burro) era o óbvio: deslocar os profissionais da SIC necessários ao aeroporto (e nem era preciso carro de exteriores), gravar a chegada e eventuais reacções do “chegado” e, já que "é uma estação que trabalha 24 horas", transmitir isso mais tarde, por exemplo, no final da entrevista ao Santana Lopes.
Assim não decidiram e deu no que deu.
O Ricardo Costa veio defender a sua dama lá da melhor maneira que pôde dizendo que Santana Lopes escolheu praticar uma “acção espectacular, muito ao seu jeito”.
Mas oh Ricardo Costa, então não é espectáculo que você procura?
Não foi espectáculo que pretenderam mostrar ao cobrir em directo a chegada do José Mourinho?
Pois se era espectáculo que queriam foi espectáculo que tiveram; embrulhem.
Ou será que, para o senhor, tudo é espectáculo legítimo desde que não seja você o bobo?
É que se é assim, este tipo de comportamento (e as pessoas que o praticam) tem nome (estou até a lembrar-me de vários): mas direi que é apenas incoerente.
Adenda às 22:00
A Direcção de Informação da SIC emitiu, pelos vistos, uma "nota".
Reza assim:
"A SIC entende que não faltou ao respeito a Pedro Santana Lopes e que a chegada de José Mourinho não era um elemento perturbador de uma entrevista para a qual tínhamos previsto cerca de 30 minutos.
A SIC Notícias é, seguramente, a televisão portuguesa que mais importância dá à política nacional. A atitude desproporcionada de Pedro Santana Lopes não altera a nossa linha editorial."
Só a SIC entende que não faltou ao respeito a Pedro Santana Lopes. Só a SIC entende que uma interrupção não é um elemento perturbador.
A SIC Notícias, sendo o único canal que emite 24 horas de informação, não só é o que mais importância dá à política nacional como também, suspeito, é o que mais importância dá à política internacional, ao desporto, à cultura, etc, etc, etc.
Só a SIC não vê que desproporcionado (e despropositado) foi o destaque dado à "aterragem" de José Mourinho na Portela.
Só a SIC não percebe a urgência que tem em mudar a sua linha editorial.
Como dizia o outro: cada cavadela, cada minhoca. Apre!
Diz o povo, e com razão, que não há pior cego do que aquele que não quer ver.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Palavras impossíveis de aturar
Confesso: há palavras que me irritam e inalienável é uma delas.
Inalienável soa-me a dogma, a sim porque sim, não porque não, em suma: a argumento dos sem argumento.
Hoje na TSF:
"Os trabalhadores desta empresa (Valorsul) responsável pelo tratamento do lixo nos concelhos de Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora e Odivelas não estão a cumprir os serviços mínimos exigidos num protesto contra a discrepância de aumentos dados à administração (30 por cento) e aos funcionários (1,5 por cento)."
"Em declarações à TSF, o sindicalista Delfim Mendes confirmou que a paralisação está a ter uma adesão de 80 por cento entre os cerca de 260 trabalhadores da Valorsul e que está terá consequências visíveis na acumulação de lixo nas próximas horas."
Sabe-se:
1. O direito à greve é um daqueles inalienáveis.
2. A obrigação de serviços mínimos é alienável.
3. A vergonha de políticos e sindicalistas há muito foi alienada: aqueles a troco de votos, estes a troco de números (que é a única coisa que lhes interessa: níveis de adesão); ambos a troco de tacho.
4. O direito dos cidadãos, completamente alheios ao circo, a não viverem suterrados em imundíce é alienável.
À nossa moda, a greve, por muitas voltas que se lhe dê, é uma chantagem criminosa; não teria a irrisória utilidade que tem se não fosse.
E para final conversa ...
Ele há mil e uma maneiras de manter uma conversa sem sentido, mas muito menos de a terminar de forma inequívoca.
A propósito dos malfadados livros que não mudaram vidas, Abel Barros Batista (que eu infelizmente não conheço) citado pela Carla Quevedo (que eu também infelizmente não conheço) no bomba-inteligente diz:
"A única maneira de tornar a conversa aceitável, digamos assim, seria propor a quem nos dissesse que certo livro não lhe mudou a vida: «Bom, vamos lá então saber que vida tem sido a sua…»"
Genial.




